Trilha Cidadã

Juventude e Comunicação

Posted on: 07/05/2010

No último dia 5 de maio, comemoramos  o Dia Nacional das Comunicações, por esse motivo, pensamos em refletir alguns aspectos sobre Juventude e Comunicação. Essa relação tem sentido subjetivo, pois se pode entendê-la tanto de caráter positivo ou negativo. Pode-se falar da influência das mídias na vida dos jovens, ou será a influência dos jovens na construção da mídia?

Temos também o modo como os jovens enxergam as mídias e sobre os diversos usos que fazem delas e de suas ferramentas; a influência da mídia nos valores e comportamentos da juventude; representação da juventude nos meios de comunicação; ou então a produção de conteúdo e nas mídias alternativas e juvenis, entrando na questão de políticas de comunicação. Bom, poderia ser até sobre como a juventude se comunica, mas não é simplesmente isso.

Se passarmos o olho novamente nos assuntos expostos como alternativa de entendimento sobre o título veremos que eles se conectam. Trata-se de centenas ou milhares de fontes de informações e dados diferentes, onde convenciou chamar sociedade do conhecimento. Cuidado! A palavra conhecimento está sem o filtro quando a relação é comunicação nos dias de hoje.

Na linha de frente desse turbilhão de informação está a juventude influenciando, sendo influenciada, querendo seu espaço, sendo retratada de inúmeros formas, confusa. Aliás, quem somos? Somos filhos, jovens ou estudantes? Ah não! Somos ‘de menor’ até os dezoito anos e ‘de maior’ deposi de completados os dezoito. Não! Somos jovens, como a juventude, parcela da estrutura da sociedade. Como afirma João Batista Freire (2006) “indivíduos imaturos, onde a diversidade de experiências é o referencial” (p. 21). E parece que os meios de comunicação se esqueceram disso. Somos convidados a inúmeros experimentos, mas poucos nos servem de referencial. Não bastando, os mesmos que nos oferecem experiência são os que nos julgam.

A comunicação é um campo complexo e diverso, precisamos estar atentos a o caráter e objeitos dele. Sermos imaturos não nos impede de ser jovem sujeito e crítico nas diversas formas de mídia, capazes de influenciar nas políticas de comunicação. É na juventude que nos construímos para a vida adulta e temos o direito de sólidos alicerces, não somente econômico, mas nos direitos básicos de uma sociedade que  não pode ser só de alguns.

Aline Cristina Fiabani

Pastoral da Juventude da Diocese de Erexim

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