Trilha Cidadã

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Entre os dias 29 de outubro e 02 de novembro de 2010 aconteceu à segunda edição do Trilhando Novos Caminhos que reuniu 14 jovens das Pastorais da Juventude do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Entre os momentos de integração e mística, nesta etapa foram trabalhados os conteúdos sobre Realidade Juvenil, Juventude Contemporânea e Violência, e Políticas Publicas para a Juventude. Segundo avaliação da turma o Trilhando levou a perceber as realidades juvenis que estão ao nosso redor e em outros lugares, bem como foi um espaço de partilha e vivência muito rica e animadora para a caminhada.

Sob a mística do caminho e do caminhar, e sobre as lindas palavras de Thiago de Mello que nos dizem que caminhamos cantando porque temos aqueles e aquelas vão conosco, na segunda feira a noite a missa contou a presença do Pe. Hilário Dick S.J., onde foi reafirmada a opção de um projeto de vida voltado para o trabalho com a juventude em seus diferentes meios. No final da celebração todos/as foram convidados/as presentear-se com pedras coloridas, simbolizando aquelas pessoas que encontramos no caminho, pessoas que com seu colorido e jeito próprio alegram nosso caminhar de opção pela causa do Reino!

As fotos da primeira etapa do Trilhando estão disponíveis em:

http://picasaweb.google.com/RaliseComunica/TrilhandoNovosCaminhos1Etapa07#

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Trilhar novos caminhos…

É necessário que caminhemos…. Os mais diversos caminhos que a vida pode nos mostrar. E nós, que escolhemos trilhar os caminhos do Reino sabemos das alegrias e desafios que ele nos mostra. Nossa opção de doação pela causa da juventude, de militância e de sonho pela construção de um Mundo Novo é construída coletivamente, nas vidas dos grupos, nas instâncias em que participamos, nos trabalhos que fazemos juntas e juntos em prol da defesa da vida.

Por isso, se faz necessário que, coletivamente, rezemos nossa caminhada, que a reflitamos tendo como fonte de força a Palavra de Deus, pois acreditamos e professamos que é assim, em comunidade, que Ele  revela-se a nós.

E é com muita felicidade e desejo de ser suporte às essas alegrias e desafios que nós, da Trilha Cidadã, queremos convidá-la e convidá-lo a trilhar conosco… E juntas e juntos partilhar nossa vida, nosso trabalho, nossos anseios e dúvidas, enfim, tudo aquilo que nos cerca e que nos faz sermos jovens sonhadores.

O Curso Trilhando Novos Caminhos que ser esse espaço de partilha, de oração, de encontro, de construção, de parada para pensarmos como estamos trilhando e vivendo com ardor e ânimo o trabalho de evangelização.

 

Na quinta-feira, durante a São Leopoldo Fest, quase no final da tarde, no Picadeiro, como é conhecido o espaço que fica ao lado esquerdo do palco principal, ocorreu um bate papo com o Pe. Hilário Dick, autor da pesquisa “Para além de um monótono estribilho – violência e segurança na perspectiva juvenil em São Leopoldo”. A atividade foi aberta com a apresentação de uma peça de teatro. Os dois momentos somaram para a divulgação da campanha Chega de violência e extermínio de jovens, promovida pela Pastoral da Juventude, que tem como símbolo a mão vermelha representando os jovens que morrem por causa da violência.

Durante a roda de conversa, como define Pe. Hilário, responsável pelo Observatório Juvenil (Unisinos), que tem como arte pesquisar e trabalhar com a juventude, parece que só o jovem é violentado ou é responsável pela violência. “Na rua, na família, na escola. Estes são os locais apontados pela garotada, como o maior foco de violência. Precisamos de boas vivências grupais. No grupo o jovem encontra a felicidade, por encontrar amigos, paqueras, espiritualidade, entre outras coisas saudáveis”, relata afirmando ainda que mesmo nas Ganges exista o comunitário, sendo que o jovem se encontra em todos os espaços, buscando identidade. “Onde há bons grupos, não há violência. Em São Leopoldo tem muitos grupos bons”, finaliza expondo alguns dados: em 10 anos, 512 mil jovens foram mortos no Brasil. Comparando com a Guerra de Angola, que duraram 25 anos, contabilizou 550 mil mortos. Na Guatemala, uma guerra civil que durou 15 anos, 440 mil pessoas perderam a vida.

Conforme a Secretaria de Segurança do Estado, São Leopoldo não teve nenhum caso de latrocínio. Os 27 pontos eletrônicos, que completaram dois anos nessa semana, contribuíram para a redução da violência no município. Os números da Brigada Militar são positivos nos locais vigiados. Pedestres (78%), veículos (57%) e comércio (40%) foram os mais beneficiados. Os furtos de veículos e qualificado também diminuíram: 53 e 72% respectivamente. Em 2008, o município caiu do terceiro para o sétimo lugar no ranking de homicídios no Estado. O secretário Sant´Ana ressalta o trabalho em conjunto realizado em São Leopoldo por meio do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM). “A sigla SIM não é casual. Discutimos desde a formação do grupo até as ruas em que seriam colocados os equipamentos”, afirmou.

Para Marcos Vinícius de Oliveira, 13 anos, estudante da 7ª série da escola Otília Rieth a atividade foi interessante. “O bate papo foi bem realista. O padre falou o que estamos vivendo hoje”. Sorridente Jéssica Pless, 16, mora na Vila Tereza e participa do grupo de jovens da Paróquia Beato José de Anchieta. “Achei muito “mara” (gíria utilizada para definir maravilhoso, ótmo) a atividade. É muito bom ver pessoas buscando construir uma sociedade melhor a partir da realidade que vivemos”.

Texto: Lucas Brito de Barros

Fotos: Charles Dias

Promovido pela Rede de Comunidades São João Batista, pela Pastoral da Juventude e pelas ONG’s Trilha Cidadã e Associação Meninos e Meninas de Progresso (AMMEP),  o II Festival da Cidadania, realizado entre os dias 16 e 21 de abril, na cidade de São Leopoldo (RS), teve a participação de aproximadamente mil pessoas que prestigiaram a programação composta por oficinas, exibição de filmes, atividades esportivas e apresentações artísticas. Envolvendo escolas, instituições sociais, lideranças comunitárias e religiosas, a iniciativa teve como inspiração a Semana da Cidadania 2010.

Oficinas sobre a temática “Trabalho para a Vida, não para a Morte” foram desenvolvidas em três escolas situadas na área norte da cidade, propondo aos estudantes uma reflexão sobre as relações de trabalho no universo juvenil. Além disso, na noite do dia 17 de abril, a Praça da Alta Tensão do Parque Campestre foi cenário para o Cine Cidadania, que contou com a exibição do longa “Última parada 174” e do vídeo “O que eu tenho a ver com isso”, da série sobre Segurança Pública, elaborado pelo Programa Nota 10 do Canal Futura, parceiro na promoção do evento e um dos proponentes do Cine.

O encerramento das atividades alusivas à Semana da Cidadania, evento tradicionalmente promovido pelas Pastorais da Juventude do Brasil, aconteceu na quarta-feira,21, proporcionando atividades esportivas, apresentações artísticas e oficinas de grafitagem e customização. A segunda edição do Festival da Cidadania contou com o apoio do Centro de Espiritualidade Padre Arturo (CEPA), Canal Futura e Secretarias Municipais da Cultural, Educação, Água e Esgoto e Desenvolvimento Social de São Leopoldo.

Daiane Bristot pela Equipe de Comunicação da ONG Trilha Cidadã

O 2º Festival da Cidadania, que acontece entre os dias 16 e 21 de abril tem movimentado toda a comunidade do Arroio da Manteiga. Na abertura, a oficina “Trabalho para a Vida, não para a Morte”, iniciou as atividades do festival no auditório da escola Santa Marta, ministrada por Ivete da Associação Meninos e Meninas de Progresso – (AMMEP). Cerca de 90 jovens participaram da oficina, que abordou como temática a relação entre o trabalho e a violência .

No sábado foi a vez do Cine Cidadania com o filme “Última Parada 174”, exibido para a comunidade na praça da Alta Tensão que contou com a presença de mais de 100 pessoas. Dentro da programação do sábado, também foi exibido o vídeo  “O que eu tenho ver com isso?” da série sobre Segurança Pública do Programa Nota 10 do Canal Futura. Entre os presentes, famílias e jovens acompanharam a projeção.

Hoje, na escola Paulo Couto, no Parque Mauá, Samuca e Sabrina ministraram as oficinas que abordaram os aspectos de gênero, jornada de trabalho, exploração de mão de obra assalariada e outros temas transversais ao universo juvenil, no mercado de trabalho. Apontando para perspectivas positivas como a sustentabilidade. Protagonismo juvenil foi o mote que mobilizou mais de 200 jovens a participarem da oficina.

Esta sexta-feira foi marcada por mais uma conversa entre a Trilha Cidadã e o Canal Futura. Nela foi apresentado o planejamento da Ong para 2010 e a organização de uma oficina de capacitação da Maleta Democracia para educadores das entidades sociais. Ainda, dentro do planejamento 2010, a Trilha dialogou com o Canal Futura, buscando alinhar o Festival da Cidandania, Campanha Nacional contra a violência e extermínio de jovens, produções em audiovisual e os projetos de comunicação com a grade do Canal.
Entre os participantes do encontro estavam presentes Fabiane Asquidamini, Samuca Mendoça e Danilo Marinho da Trilha e Zilda Piovesan, do Núcleo de Mobilização do Canal Futura. Realizada nas dependências do Centro de Epiritualidade Padre Arturo (CEPA), a conversa foi regada a muito chimarrão e uma boa dose de desconstração.