Trilha Cidadã

 

Por: José Luiz Possato Jr.

 

Meninas e meninos, eu vi! Foi lá em Brasília/DF, mesma terra onde profetizou e morreu Gisley, o jovem. Morreu não… Foi assassinado! Aliás, como acontece com a maioria dos profetas. O fato é que eu vi, mais ou menos um ano depois da partida dele.

Antes, eu vira – estarrecido – mãos juvenis capazes de matar, sem questionar muito por quais lentes me fora possível ter esta visão. Porém, a partir dos últimos acontecimentos, à luz de uma nova lente, vi também histórias juvenis tecendo vida, ainda que timidamente, dispersas, isoladas e confusas – era madrugada e havia um jardineiro.

Mas eu não vi sozinho. Havia mais gente lá! Enxergamos primeiramente um túmulo. Estava vazio, embora devesse ter alguém. Tomadas/os de espanto, preocupamo-nos mais com o cenário de morte, mesmo estando vazio, do que com a possibilidade da vida, de uma nova criação, um novo jardim. Foi preciso que uma mulher gritasse: “Onde está Ele?” Se ela não dissesse nada, quanto tempo ainda ficaríamos dentro do túmulo, antes vazio, mas agora cheio de gente, nossa gente?

Vi as juventudes saindo de seus túmulos pessoais, alguns/umas jovens logo se acomodando em outros túmulos, mas a grande maioria saindo à procura de uma habitação de vivos. Embora tivéssemos vontade de andar pelo caminho certo, esquecemo-nos de perguntar: “Onde está Ele?” Sorte nossa termos Madalena, que forçara o olhar para enxergar alternativas à realidade nua e crua, a dar-nos a Boa Notícia: “Eu vi o Senhor!” Com isso, percebemos que não adiantava sair do túmulo. Precisávamos aprender a enxergar por nós mesmas/os, treinar nosso olhar. Mas não só isso… Era preciso saber, ainda, o que, ou a quem procurávamos.

Já falei que vimos um jardineiro? Melhor dizendo: não vimos, não; mas ele estava lá! Conseguimos vislumbrar o jardim, mas nos esquecemos que era necessário cultivá-lo, se quiséssemos vê-lo florido. Por isso, ignoramos o jardineiro. Somente Madalena se dirigiu a ele, perguntando se tinha levado o corpo do Senhor para outro lugar. Qual não foi a surpresa dela ao descobrir que o Senhor não estava morto coisa nenhuma, e que ele e o jardineiro eram a mesma pessoa? Nesse momento amanheceu, e Madalena pode ver claramente.

Demoramos para acreditar em Madalena. Lamentávamos a morte, em vez de perguntar por que o mataram. Ele fora executado como criminoso político, isso nós sabíamos. Mas por que, se ele falava de um Reino que nem deste mundo era? Tínhamos muito medo de fazer esta pergunta. Entretanto, quando amanheceu, fomos às ruas. Por que Ele morreu? Por que morrem as/os jovens? Quem nos está matando? Por que estão fazendo isso? Quando percebemos que a morte d’Ele não fora acidental, deduzimos que as outras mortes também não estavam acontecendo por acaso. Antes, foram arquitetadas. E isso – essa grande descoberta – incomodou quem estava querendo nos matar, sufocar, silenciar, tornar invisíveis. É preciso muita coragem para enfrentar esses grupos opressores. Coragem que só estamos tendo porque, igual à Madalena, “vimos o Senhor”.

Enfim, meninas e meninos, foram essas – além de outras, a serem contadas em outro momento – as coisas que eu vi. As juventudes dispersas em meio à escuridão da madrugada, ansiosas pelo sol prestes a despontar, perceberam na Bíblia uma ótima ferramenta para ver o Cristo, Alimento da Jornada. O encontro, em local e situação inesperados, porém livres das amarras institucionais, só foi possível porque deram-lhes novas lentes, as da Hermenêutica Juvenil.


[*] Texto inspirado em Jo 20,1-18 e no Seminário Nacional de Bíblia e Juventudes, acontecido em Brasília/DF, de 16 a 18/07/10, promovido pelo CEBI, em parceria com a CAJU, a REJU, o FALE e a Trilha Cidadã, todas estas entidades religiosas que trabalham com juventudes do meio ecumênico.

Paz e Bem!!!

José Luiz Possato Jr.

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Entre os dias 5 e 12 de setembro de 2010 será realizada a 3ª edição do Congresso Latino-Americano de Jovens. O encontro acontecerá em Caracas, na Venezuela e tem como objetivo atualizar as orientações da Pastoral da Juventude de toda a América-Latina que favoreçam o encontro dos jovens e das jovens com Jesus Cristo e a construção de seu projeto de vida assumindo o discipulado missionário, para a transformação de nossos povos.

O Congresso traz como tema de reflexão “Jovens da América Latina: Discípulos e Missionários de Jesus Cristo hoje, para a vida de nossos povos”, e inspira-nos a colocarmo-nos a caminho com o lema “Caminhemos com Jesus para dar vida a nossos povos!”

Os interessados em realizar atividades preparatórias ao Congresso, podem acessar o material de estudo que encontra-se no endereço www.redejuventude.org.br/pjlatino e também no site da Casa da Juventude de Goiânia www.casadajuventude.org.br.

“É bom olhar  para trás e admirar a vida que soubemos fazer

É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual

Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo

É bom e é tão diferente…”

Nando Reis

 

Estava pensando que seria importante falar nesse edição de toda a juventude trabalhadora, que suando e sonhando, projetam a felicidade. No entanto, sei que outros textos sobre essa dinâmica vão aparecer. Por isso quero escrever nesse breve espaço sobre a cruz. É isso mesmo gurizada, sobre a Cruz! Tem algumas propagandas circulando por aí e pedindo para todos nós ‘vivermos o lado bom da vida’. Viver o lado bom é deixar de lado as cruzes, as dificuldades, negando-as.

No nosso dia-a-dia, a cruz vai adquirindo seu sentido mais profundo. Não há vida sem cruzes. Às vezes sonhamos com trabalho fácil, sem força, sem incômodo e, diante do inesperado, o trabalho se torna uma cruz. Querer viver somente o lado ‘bom’ faz com que não estejamos preparados a assumir a transformação dos problemas, também sociais, que existem…

Carregar a cruz, gurizada, é assumir com radicalidade o cotidiano, agindo, falando, olhando, cantando… e também sendo perseguido por causa dos nossos projetos de vida. Não podemos nos entregar ao peso da cruz, mas também não podemos negá-la.

Para a realidade juvenil uma das maiores cruzes é o ‘não estar empregado’. Essa situação pode ser devastadora na expectativa de futuro e de presente para a juventude, inviabilizando sonhos e projetos por ficarem à margem dos espaços de sociabilidade.

Gurizada, não podemos negar nossa situação de cruz. Nem Jesus a negou. Enfrentou com suor e sangue. A ressurreição que ainda vibramos faz perceber que a cruz não tem a última palavra, mas a vida. E é pela vida que enfrentamos esse mundo injusto, querendo sua transformação.

Maicon André Malacarne

Assessor da Pastoral da Juventude da Diocese de Erexim

No último dia 5 de maio, comemoramos  o Dia Nacional das Comunicações, por esse motivo, pensamos em refletir alguns aspectos sobre Juventude e Comunicação. Essa relação tem sentido subjetivo, pois se pode entendê-la tanto de caráter positivo ou negativo. Pode-se falar da influência das mídias na vida dos jovens, ou será a influência dos jovens na construção da mídia?

Temos também o modo como os jovens enxergam as mídias e sobre os diversos usos que fazem delas e de suas ferramentas; a influência da mídia nos valores e comportamentos da juventude; representação da juventude nos meios de comunicação; ou então a produção de conteúdo e nas mídias alternativas e juvenis, entrando na questão de políticas de comunicação. Bom, poderia ser até sobre como a juventude se comunica, mas não é simplesmente isso.

Se passarmos o olho novamente nos assuntos expostos como alternativa de entendimento sobre o título veremos que eles se conectam. Trata-se de centenas ou milhares de fontes de informações e dados diferentes, onde convenciou chamar sociedade do conhecimento. Cuidado! A palavra conhecimento está sem o filtro quando a relação é comunicação nos dias de hoje.

Na linha de frente desse turbilhão de informação está a juventude influenciando, sendo influenciada, querendo seu espaço, sendo retratada de inúmeros formas, confusa. Aliás, quem somos? Somos filhos, jovens ou estudantes? Ah não! Somos ‘de menor’ até os dezoito anos e ‘de maior’ deposi de completados os dezoito. Não! Somos jovens, como a juventude, parcela da estrutura da sociedade. Como afirma João Batista Freire (2006) “indivíduos imaturos, onde a diversidade de experiências é o referencial” (p. 21). E parece que os meios de comunicação se esqueceram disso. Somos convidados a inúmeros experimentos, mas poucos nos servem de referencial. Não bastando, os mesmos que nos oferecem experiência são os que nos julgam.

A comunicação é um campo complexo e diverso, precisamos estar atentos a o caráter e objeitos dele. Sermos imaturos não nos impede de ser jovem sujeito e crítico nas diversas formas de mídia, capazes de influenciar nas políticas de comunicação. É na juventude que nos construímos para a vida adulta e temos o direito de sólidos alicerces, não somente econômico, mas nos direitos básicos de uma sociedade que  não pode ser só de alguns.

Aline Cristina Fiabani

Pastoral da Juventude da Diocese de Erexim

Queridas assessoras e queridos assessores,

que a Paz do Ressuscitado esteja em cada um/a.

“Era uma vez um grupo de assessores/as da Pastoral da Juventude, que desejava se encontrar. Esse encontro foi pensando para ter gente do Brasil todo que ama a juventude. E gente vinha do norte, do nordeste, do noroeste, do sul, do leste, do oeste, do centro… Muita gente queria o sabor do encontro… Adultos e jovens sonhavam com este encontro…”

E o dia desse encontro chegou. O Encontro Nacional de Assessores/as da PJ, de 28 a 30 de maio de 2010, em São Paulo, na Casa de Encontros Sagrada Família (Rua Pe. Marchetti, 237 – Bairro Ipiranga – São Paulo/SP – próximo ao Museu do Ipiranga), para juntos refletirmos sobre “O ministério da assessoria e os dias de hoje”, com a assessoria de Pe. Hilário Dick. O encontro terá início na noite da sexta-feira, às 19h, com o jantar e o seu término está previsto para domingo ao meio-dia. No final da carta, temos orientações de como chegar ao local.

A inscrição deverá ser feita pelo endereço eletrônico: http://goo.gl/0mCk, lembrando que a taxa de participação é de R$ 140,00 (cento e quarenta reais), incluso hospedagem, alimentação e material. Os quartos são coletivos (2 a 3 pessoas). O encontro é para assessores/as da PJ, em âmbito diocesano e regional. Alguns membros da Coordenação Nacional estarão acompanhando o evento, assim como temos para a realização dessa atividade, o apoio da Rede Brasileira de Centros e Institutos de Juventude e o Setor da Juventude da CNBB.

Contamos com sua presença e divulgação desse momento tão importante para nossa caminhada. Qualquer dúvida favor contatar pelo email: enapj2010@gmail.com.

Abraços carinhosos,

Comissão Nacional de Assessores/as e

Coordenação Nacional da Pastoral da Juventude.

Muito mais que um curso de dinâmicas

 

Na vida e na caminhada dos grupos de jovens sente-se a necessidade de alguém que ajude a superar as dificuldades, que seja força na caminhada e construa em conjunto. O animador é essa figura, que ainda não é um assessor, mas já passou por diferentes etapas e fases dentro do grupo de jovens, e tem por missão ser sal e luz junto às juventudes.

O Curso de Animadores é momento de formação, estudo, convivência, partilha, oração, aprofundamento e elaboração do projeto de vida, pensado a partir da metodologia e pedagogia das PJ’s, com o objetivo de capacitar os/as jovens para o ministério da animação.

Objetivos

 

– Proporcionar uma vivência da pedagogia e metodologia das PJ’s, segundo os valores do Evangelho, amadurecendo o compromisso com o Projeto de Jesus Cristo;

– Garantir um processo formativo de educação libertadora que leve o/a jovem a descobrir e ampliar as suas potencialidades de animador/a.

Conteúdos

Juventude: conceito, história e realidade;

Propostas e experiências de trabalho com juventude: inserção, ações, convivência, militância;

Formas de inserção e expressão juvenil;

Projeto de vida;

Religiosidade, espiritualidade, mística;

Pastorais da Juventude: proposta, missão, história e organização;

Juventude e missão: proposta de Jesus Cristo, Igreja e Sociedade;

Capacitação técnica e metodológica para o trabalho com juventude;

Critérios de admissão

– Participação em tempo integral nas três etapas (sex às 19h a dom às 16h);

– Perspectiva de continuidade no trabalho com juventude;

– Carta de apresentação feita pela coordenação, assessoria;

– Relato sobre a história pessoal e pastoral.

Investimento

Sabemos que nossas dioceses/paróquias têm diferentes situações financeiras. Além disso, para quem vem de longe o gasto em transporte, por exemplo, é muito maior do que para aqueles que vêm de perto. Por isso, este curso recebe uma parte de financiamento da Congregação das Irmãs de São José. No entanto, uma contribuição de cada jovem/paróquia/diocese tem importante valor neste processo de educação na fé. A partir disso, a taxa para custear hospedagem e material recebido no Curso tem valores diferenciados.

– Taxa referencial – R$ 30,00

– Pertencentes às congregações religiosas – R$ 50,00

– Moradores da arquidiocese de Porto Alegre e região – R$ 50,00

– Valor a quem vem das dioceses mais distantes – R$ 10,00

Datas

1º etapa – 4, 5 e 6 de junho

2º etapa – 30 e 31 de julho e 1º de agosto

3º etapa – 3, 4 e 5 setembro

Local

 COV – Centro de Orientação Vocacional – Vila Nova/Porto Alegre

Contatos

Instituto de Pastoral de Juventude – RS

Rua Alegrete, 400

Bairro Niterói – Canoas

CEP: 92.120-170

Fone: 51. 3428.4993

Web: http://www.ipjrs.org.br

E.mail: animadores@ipjrs.org.br

Fonte: IPJ – Instituto de Pastoral de Juventude

Conhecer Jesus é o melhor presente  que qualquer pessoa pode receber;

 tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas e

fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DA 29)

 

Estimados Assessores/Acompanhantes da

Juventude da Diocese de Santa Maria: a Juventude quer viver!

 

Com esse grito de vida é que nos dirigimos para convidá-los e convocá-los a participar do 1º Encontro de Convivência e Formação dos Assessores de Jovens de nossa diocese.

A palavra “assessor” vem de “sedere as” que quer dizer “sentar-se junto à” e sugere a idéia de motivar, acompanhar, orientar e integrar a contribuição e a participação dos jovens na Igreja e na sociedade e propiciar a acolhida dessa ação juvenil na comunidade. O assessor de jovens é um cristão chamado por Deus para exercer o mistério de acompanhar, em nome da Igreja, os processos de educação na fé dos jovens.

Os assessores não são ‘coordenadores’ ou ‘tutores’ dos jovens, mas são chamados a serem pastores, profetas e celebrantes em seu meio. Nessa visão percebemos o acompanhamento/assessoria como um ministério da Igreja, pois “os ministérios instituídos são funções ou serviços que a Igreja dá a determinadas pessoas para o benefício da comunidade”. O ministério da assessoria se fundamenta em Jesus Cristo servidor (Mt 20,28).

Quando falamos de ministério, falamos de serviço de todo o serviço exige vocação. Para acompanhar uma nova geração de jovens com traços diferentes das gerações anteriores não basta boa vontade. Não basta que o assessor seja uma pessoa jovial. Os tempos exigem uma verdadeira vocação, preparo pedagógico, pastoral e teológico, planejamento clareza de metas, estratégias para alcançar estas metas e uma forte paixão pela causa da juventude.

Uma das prioridades dos horizontes da ação evangelizadora da Igreja de Santa Maria neste ano do seu centenário é o trabalho com a Juventude, e nada mais justo e necessário, a formação daqueles que acompanham os jovens nas diversas maneiras: grupos de base, movimentos, escolas, catequese e etc. É por isso que estamos disponibilizando esse encontro de formação para todos os adultos acompanhantes da juventude. Além de trocarmos experiências, seremos assessorados pelo Pe. Hilário Dick, padre jesuíta. Coordenador de curso de pós-graduação em Juventude, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – São Leopoldo. Participante da Rede Latino-Americana de Pesquisadores em Juventude. Pesquisador da juventude no Instituto Humanitas Unisinos. Há 30 anos acompanha grupos de jovens. Doutor em Literatura Brasileira.

DATA: 15 e 16 de maio.

Começando no sábado às 9h e encerrando no domingo após o almoço.

LOCAL: Centro Diocesano de Pastoral – Rua Profº Braga, 108.

CUSTOS: R$ 45,00. Incluso alimentação e estadia.

Pedimos que sua participação seja confirmada até o dia 10/05, afim de melhor nos organizarmos. Poderá ser feita pelo fone do Centro Diocesano de Pastoral: (55) 3028 3842 (Elaine) ou (55) 9601 1205 (Mateus), ou ainda, pelo e-mail: pastoraldajuventude.sm@gmail.com Esses contatos servem também para quaisquer informações.

Na opção pela juventude, nos despedimos!

+ Hélio Adelar Rubert                Mateus Lesina              Alberto Chamorro